10 Clipes da Rihanna Bad Gal

Hoje teve lançamento de novo clipe da Rihanna e, como tudo que ela lança, já está fazendo o maior sucesso. A música do clipe é Needed Me, sétima faixa do álbum Anti e terceira música escolhida como single. As outras duas foram Work e Kiss It Better. Não por acaso, o diretor escolhido da vez foi Harmony Korine, conhecido principalmente pelo filme Spring Breakers – Garotas Perigosas, que Selena Gomez, Vanessa Hudgens, Ashley Benson e Rachel Korine interpretam quatro amigas nada inocentes, tal qual a Rihanna em seu novo clipe. Confira abaixo:

Pois bem, esse conceito de “menina malvadinha” ou  “bad gal” (como seu perfil do Instagram nos diz) acompanha Rihanna há muito tempo, desde que lançou o álbum Good Girl Gone Bad, em 2007, onde o título já manda o recado. Daí em diante seu visual deixou de ser praiano e ligado à sua origem barbadiana para dar lugar ao moderno e de certa forma mais agressivo, mas sem deixar de ser sensual e feminino.

E falando em agressividade, selecionei outros clipes onde Rihanna flerta com a violência de uma maneira visualmente bonita e sedutora, assim como no mais novo Needed Me. Geralmente são os vídeos que mais rendem burburinho por aí, já que ela se expõe mesmo, sem medos.

Começando pelo clipe da balada antiguinha e boa de karaokê Take a Bow, dirigido por Anthony Mandler. Não tem violência explícita, mas considero o primeiro em que pudemos ver uma Rihanna mais raivosinha. Ela está segura de si e determinada a terminar o relacionamento com um cara que pisou feio na bola. Tão determinada que até queima os pertences do moço numa cena. Olha só:

Em Disturbia, também dirigido por Anthony Mandler, confesso que até me assustei na primeira vez a que assisti. Completamente insana, com maquiagem, cabelo, figurino, ambientação… tudo sombrio.

Em Run This Town, música de Jay-Z,  Rihanna e Kanye West fazem participação e no clipe são personagens de um cenário apocalíptico bem conturbado. Outro vídeo assinado por Anthony Mandler. Aviso: não se encontra mais esse clipe no Youtube, já que agora ele é de acesso exclusivo da plataforma Tydal. Por isso só consegui um link com imagem de qualidade ruim. Mas está valendo.

Russian Roulette, também dirigido por Anthony Mandler, tem celas, interrogatório, militares, armas, sangue e uma Rihanna na maior sofrência.

Em Hard, que tem participação de Jay-Z, Rihanna comanda um exército e tem figurinos poderosos. Dirigido por Melina Matsoukas.

O diretor Anthony Mandler volta com o clipe Man Down, filmado na Jamaica. Aqui, Rihanna é uma garota tranquila e feliz, mas sofre um abuso e acaba se rendendo a vingança. Bem triste. O clipe segue a historinha que a própria letra da música conta.

Melina Matsoukas dirigiu We Found Love, clipe vencedor do prêmio MTV Video Music Awards de Vídeo do Ano, em 2012. Rihanna e o modelo britânico Dudley O’Shaughnessy interpretam um casal que vivem aquele tipo de relacionamento tóxico, de amor e ódio, com drogas e excessos.

You Da One, também de Melina Matsoukas, faz referências visuais à Laranja Mecânica, filme de Stanley Kubrick e por isso não poderia ficar de fora dessa lista.

Por fim, Bitch Better Have My Money, claro!  Codirigido e escrito pela própria Rihanna, foi realizado em colaboração com a produtora MegaForce e pode ser considerado um curta metragem dos bons. É o melhor representante da Rihanna Bad Gal.

Infelizmente, a violência já foi muito mais do que um simples conceito artístico para a Rihanna, pois todos nós sabemos a gravidade do que ela sofreu enquanto se relacionava com o cantor Chris Brown, que chegou ao cúmulo de cometer o crime de agredi-la.

Mas sua trajetória é inspiradora para homens e, principalmente, mulheres, pois ela superou essa fase sombria de sua vida e, independente de questões pessoais, é uma artista batalhadora, transgressora, consagrada e que movimenta o mundo pop como ninguém.

E você, gosta da Rihanna e de seus clipes mais ousados? Tem outros exemplos para compartilhar? Fique à vontade para comentar! Até mais!

 

 

 

No Radar: Taylor Swift, Festa Dolce & Gabbana, Baile Amfar, Coachella e mais

Essa semana que passou foi tão agitada que ficou um tanto difícil escolher os melhores entre tantos looks bonitos. Além de acontecimentos políticos que não se pode ignorar, tivemos eventos importantes aqui no Brasil, como o Baile de Gala da Amfar e a visita de Anna Dello Russo, consultora e editora de moda da Revista Vogue Japão, que veio participar de ações de marketing da marca Dolce & Gabbana em São Paulo.

Fora do Brasil, tivemos pré-estreia da nova (e muito aguardada por quem vos fala) temporada de Game of Thrones, tapete vermelho do Festival de Cinema de Tribeca, o Festival Coachella, entre outras coisas. Coachella já pode ser considerada como vitrine de fashionistas e interessados em desfilar e fotografar seus looks com a mesma inspiração de sempre: os antigos festivais de música dos anos 60 e 70, principalmente Woodstock. Muitas bloggers famosas e itgirls marcam presença todo ano sem deixar de registrar cada produção sob filtros de cores quentes para o Instagram. O que fica parecendo é que o interesse pela música propriamente dita é o de menos nesse evento.

Mas vamos direto ao que interessa: os looks! Das celebridades internacionais, o que mais me chamou a atenção foi Taylor Swift na nova capa e editorial da Vogue Americana, revista comandada por Ana Wintour.

Taylor Swift – Capa Vogue

De cabelo platinado, num chanel bagunçadinho e num estilo mais punk e futurista, Taylor Swift me lembrou a personagem Leeloo do filme “O Quinto Elemento”, vivida por Milla Jovovich (primeira foto abaixo).

Na pré-estreia da nova temporada de Game Of Thrones, Sophie Turner e Maisie Williams arrasaram. São atrizes novinhas, mas ambas já têm muito estilo. A primeira mais clássica e a segunda sempre mais fun. A atriz Nathalie Emmanuel também estava linda de branco.

Maisie Williams
Nathalie Emmanuel

Também teve pré-estreia de “O Caçador e a Rainha de Gelo”. Atenção ao tule do vestido Dior de Charlize Theron, que foi usado de uma forma divertida, com aplicações de “insetos”.

Em alguns outros eventos e pré-estreias da gringa, selecionei os looks a seguir:

E do Coachella, preferi escolher os looks menos óbvios, pois é sabido que no festival reina o estilo boho, mais confortável e casual mas com interessância. Assim sendo, para mim, ganha maior atenção quem não usa o “uniforme” ou usa de uma forma original.

Katy Perry esteve mega divertida nas festinhas particulares do festival, mas quando foi para os shows com o bofe Orlando Bloom, os dois preferiram aparecer combinadinhos.

Voltando para nossa terrinha amada, no Brasil o destaque da semana ficou para Grazi Massafera, que esteve maravilhosa nos dois eventos que mais bombaram na internet. A festa da marca Dolce & Gabbana para Anna Dello Russo e o Baile de Gala Amfar.

Mas outras produções também foram muito interessantes, veja só:

E esse foi meu apanhado de melhores looks da semana. Você acha que me esqueci de alguém? Não gostou de algum que selecionei? Pode me dizer nos comentários, viu? Segunda que vem tem mais! Inté!

No Radar: os looks inspiradores da semana

Estreando hoje a série de posts “No Radar”, que sairá toda segunda-feira para compartilhar um apanhado semanal do que vejo de mais inspirador nos looks de gente famosa ou não. O que vale aqui é a elegância, criatividade e informação de moda que podemos captar para nosso próprio uso ou simplesmente apreciar. As escolhas de hoje referem-se à semana de 4 à 10 de abril, marcada, principalmente, pelo MTV Movie Awards e pelas mudanças de visual de Sophia Abraão e da cantora Ludmilla. Lembrando que para aumentar as imagens, basta clicar nelas. Vem ver!

Rihanna é ícone fashion e suas aparições sempre inspiram. Nesse caso, nos prova que com os acessórios certos, uma roupa simples ganha muita graça:

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Rihanna

Final do Big Brother Brasil 2016 rendendo bons looks para os homens:

Fernanda Motta, com macacão de fenda e costas nuas:

Sophia Abraão e Ludmilla apareceram com novos cortes de cabelo, ambos platinados. E os looks  na vibe fetichista chic. Bem mais modernas, não acham? A saia com fenda é um item queridinho da temporada:

Fernanda Paes Leme de comprimento elegante, mas que deve ser usado com cuidado pelas baixinhas, sempre observando se a silhueta não está sendo “recortada”. O truque do sapato nude e minimalista serve para alongar as pernas:

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Fernanda Paes Leme

Lupita Nyong’o em look ótimo de verão para quem gosta de cores e flores, sem ser clichê:

Lupita Nyong’o

Street style carioca:

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Anônimas – foto retirada do blog Modices
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Gabriela Silva – Foto retirada do site Rio Etc.
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Mariana Ferrari – Foto retirada do site Rio Etc.

Melhores looks do MTV Movie Awards, onde reinou o preto, o mix sofisticado de texturas e boas ideias de penteados. E o veludo está mesmo voltando com tudo:

Destaque especial para Geralda Diniz, participante do Big Brother Brasil 2016, num editorial de ótimas produções para as senhorinhas rock n’ roll. Olha, estou gostando de me imaginar vestida assim na terceira idade, hein?  😉

E você, gostou dos looks que selecionei? Tem alguém que te inspira e quer compartilhar com a gente? Pode contar tudo nos comentários aqui, não se acanhe! E se quiser me seguir no Bloglovin’, já estou marcando presença lá. Só clicar no link abaixo.E até segunda que vem!

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Inspirações e tendências do Oscar 2016

Um evento pequeno e pouco famoso aconteceu essa semana, você ouviu falar?! Brincadeiras à parte, o Oscar é tecnicamente uma celebração do cinema, mas para a moda também tem importância valiosa. Nenhum outro tapete vermelho provoca tamanha comoção! No entanto, de uma forma geral, as celebridades optaram por looks mais simples do que esperávamos. Nada excêntrico nem muito arriscado. Medo das críticas e do poder dos memes, talvez?

Lembrando que por “mais simples” não se pode entender “menos caros”. A questão aqui é somente sobre as escolhas de design menos inovadores, embora os últimos desfiles de alta costura tenham mostrado coleções bastante criativas, mesmo a moda estando nessa fase de transição (saída de estilistas e diretores criativos das marcas, temporadas sendo repensadas, críticas à influência das mídias sociais no sistema vigente, etc).

Mas se por um lado, como fashionistas, nos decepcionamos por não vermos inovações e aparições dramáticas no tapete vermelho, por outro isso nos aproxima da possibilidade de usarmos algo parecido nos nossos próprios eventos ou trazer as inspirações para incrementar roupas mais casuais. E nessas escolhas pelo certo ao invés do duvidoso, as inúmeras e controversas listas de piores looks vão ficando cada vez menores. Bom, venha dar uma olhada nas fotos para você tirar suas próprias conclusões. E clique nas galerias para visualizar ampliado, ok?

Este ano, as tendências em cores foram: os tons pastel, tons de azul e roxo, o verde esmeralda, o branco e o preto. Entre os pastéis, destacam-se Cate Blanchett, indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Carol e uma das que mais encantaram nosso olhar, vestida de Armani Privé. Um vestido primaveril, que nos lembra o quanto o efeito 3D pode enriquecer um look. Outras que seguiram a linha suavemente colorida: Emily Blunt, grávida elegante vestindo Prada; Jennifer Jason Leigh, indicada ao prêmio de atriz coadjuvante por Os Oito Odiados, vestindo Marchesa; Sophie Turner, minimal de Galvan; Heidi Klum de Marchesa, que parece ser o look mais rejeitado pelos sites e revistas que fazem cobertura do tapete vermelho. É claramente compreensível, uma vez que o vestido parece vestir a Heidi e não o contrário. Alerta de tecido em excesso!

Entre os tons de azul, são notáveis os vistos nos vestidos de Brie Larson, que levou merecidamente o Oscar de melhor atriz, usando um Gucci potencializado por babados e pelo cinto. Sofia Vergara de Marchesa, sempre optando por essa modelagem que lhe cai bem e Patricia Arquette de Marina Rinaldi.

Entre os tons de roxo, Naomi Watts vestindo Armani de inspiração oitentista, com lindo brilho que faz jogo de cores, Tina Fey de Versace e Reese Witherspoon de Oscar de La Renta. Todas apostando no tomara-que-caia, inclusive Reese que já deve ter usado vestidos parecidos umas 2436464 vezes.

O verde esmeralda foi bem utilizado pelas atrizes Saoirse Ronan, indicada ao Oscar de melhor atriz por Brooklyn e Rachel McAdams, indicada a melhor atriz coadjuvante por Spotlight, vencedor de melhor filme. Também foi a escolha da apresentadora de TV Stephanie Bauer, não muito conhecida por aqui. Saoirse usava criação de Francisco Costa, que, sempre bom lembrar, é mineiro e diretor criativo à frente da marca Calvin Klein há muitos anos. Ela surpreendeu por aparecer assim ultra sexy, pois até então não havia explorado tão explicitamente esse seu lado em outros eventos. Rachel McAdams de August Getty Atelier, estava com o mais minimalista de todos os looks da noite, mas é fato que não ficou atrás no quesito beleza estonteante.

Entre os brancos, todos voltaram o olhar para Lady Gaga, indicada ao prêmio de canção original pelo filme The Hunting Ground. Ela usou um macacão Brandon Maxwell com saia por cima da calça. E uma boa inspiração para noivas seria o vestido Zuhair Murad da atriz Priyanka Chopra.

P&B e pretinhos nada básicos apareceram muito. Por aqui, alguns dignos de nota. Kerry Washington tinha o top do vestido Versace em couro, que não é nada comum no tapete vermelho, mas que não desagradou. Diferentemente de Kate Winslet, que também usou um tecido tecnológico duvidoso, mas não teve muita aceitação, apesar de ser Ralph Lauren. Seu brilho lembra plástico, algo sintético, o que não remete elegância. Mas nas passarelas ready-to-wear vem sendo explorado e a gente perdoa porque ela e o Leonardo DiCaprio (<3) são simplesmente uma fofura com suas demonstrações de amizade. Amy Poehler usou peça estampada parecida com um quimono, da marca Andrew GN. Jennifer Garner mostrou que nem só de vestido sexy vive a grife Atelier Versace, num modelo que tem assimetria elegante. Aposto que o Ben Affleck sentiu uma leve dor no coração de saudade da ex-mulher, né? Julianne Moore estava impecável de Chanel, modelo desfilado na passarela por Kendall Jenner. A atriz Mindy Kaling de Elizabeth Kennedy fez bom uso da capa. Aliás, as capas foram queridinhas em outras premiações, mas aqui deram uma folga pra gente. Por fim, a modelo e aspirante à cineasta Dorith Mous, exemplificou o que é ser dramática no tapete e arrasar, usando modelo Dennis Diem estilo princesa gótica boudoir.

E por falar em boudoir, essa tendência que traz alusão a lingeries de ares vintage é capaz de nos encantar como nos vestidos usados por Jennifer Lawrence, indicada a melhor atriz por Joy e Rooney Mara, indicada a melhor atriz coadjuvante por Carol. No caso da Jennifer, um Dior (como esperado), que finalmente combinou melhor com ela do que as últimas escolhas da marca para sua embaixadora. E no caso de Rooney, a quase incontestável beleza do vestido Riccardo Tisci para Givenchy não é capaz de nos fazer perdoar o  “mais do mesmo”. Em várias outras aparições, Rooney está exatamente igual, até na maquiagem!

Dos poucos metalizados, tão tradiocionais, destaco Margot Robbie de Tom Ford e Lily Cole de Vivienne Westwood, que conseguiram chamar muita atenção. A primeira principalmente pelo tecido (e beleza) e a segunda pela modelagem. Foque na sandália da Lily, que diferente!

Margot Robbie
Lily Cole

Os decotes profundos continuam em alta e formaram um bonito desenho nos corpos esculturais de Olivia Wilde, vestindo Valentino e Charlize Theron, vestindo Dior. Ambas usaram colares poderosos para compor os decotes. O colar de Olivia era do tipo coleira, porém delicada. E o colar de Charlize era bonito à altura do mulherão que o ostentou e complemento ideal para o vestido.

E por falar em jóias, o destaque da vez foi dos brincos. Saoirse Ronan até usou brincos de cores diferentes. Será que a moda pega?

Surpresa da noite foi a volta do balonê, utilizado na saia do vestido Louis Vuitton de Alicia Vikander, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Há quem goste e há quem deteste. Eu digo não, obrigada!

Alicia Vikander

E se você sempre teve dúvidas sobre combinar maquiagem com a cor do vestido, esse ano o Oscar provou que isso pode ser uma escolha de beleza muito acertada, desde que feita sem exageros. E além da maquiagem “combinadinha”, a natural e a monocromática também marcaram a noite.

Sobre os penteados, vários tipos apareceram: coques (o da Olivia Wilde e o da Daisy Ridley foram os melhores), rabos de cavalo, meio presos, soltos naturais… O que quer dizer que para eventos de gala, tudo está sendo permitido, desde que os cabelos estejam impecáveis e complementem os looks sem erros.

Sobre os homens, nitidamente o que tem caído no gosto masculino são os ternos de veludo, os de inspiração navy e detalhes inusitados nas lapelas e barras.

Uma curiosidade é que o site da revista GQ americana destacou um detalhe importante a ser observado pelos homens na compra de seus ternos: o ajuste nos ombros. Quando não está perfeito, essa dobra faz as mangas ficarem bem estranhas! Olha só:

Foi mal…
Foi mal… (em close)

Também tivemos bons exemplos de mulheres maduras que fizeram bonito no evento. Jenny Beavan, para quem eu torcia pelo prêmio de melhor figurino por Mad Max: Estrada da Fúria e merecidamente ganhou, foi elegante, apesar da simplicidade. Houve um certo burburinho na internet devido ao seu estilo e à jaqueta que ela colocou para receber o prêmio (e que fazia homenagem ao filme), mas isso é típico da internet. Aliás, ela foi assunto de outras polêmicas que em outro post comentarei. O importante, no entanto, é conhecer seu trabalho maravilhoso, que é o que também pretendo divulgar aqui. Sandy Powell, outra figurinista excelente e indicada ao Oscar por dois filmes, Carol e Cinderela, homenageou David Bowie. Meg LeFauve é produtora e roteirista, inclusive co-assina Divertidamente, filme que ganhou o prêmio de melhor animação e esteve deslumbrante nesse vestido vermelho que eu gosto bem mais do que o vestido da Charlize. Gena Rowlands é atriz e ganhou um Oscar honorário. Ela é linda e ao mesmo tempo tem uma carinha de vovó que dá vontade de apertar!

Saindo do evento principal para dar uma espiada na festa pós-Oscar promovida pela Vanity Fair, encontramos ótimos looks que poderiam perfeitamente ter passado pelo tapete vermelho também, mas o convite dessas moças não permitia. Desse grupo, Diane Kruger foi paixão à primeira vista! Confira:

Aliás, a festa da Vanity Fair é recheada de outros convidados célebres e, por conseqüência, de outros vários looks inspiradores. E quem já estava na premiação e dá uma esticada lá, acaba trocando suas roupas por outras mais confortáveis. Afinal, é hora de menos pompa e mais diversão.

Bem, termino aqui minhas considerações de moda sobre o Oscar 2016 e espero que tenha gostado. Caso queira comentar, sinta-se à vontade porque esse blog ama comentários! Até mais!

Aquecimento Oscar: Looks Icônicos

Daqui a pouco acontecerá o tapete vermelho mais aguardado do ano e a ansiedade fashionista já começa a bater. Aproveitando o clima pre-party, listei alguns dos looks inesquecíveis que já passaram pelo Oscar, seja pela beleza e impecabilidade ou pela criatividade, ousadia ou polêmica.

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Audrey Hepburn de Givenchy em 1954
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Grace Kelly com vestido assinado pela lendária figurinista Edith Head em 1955.
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Halle Berry fazendo história em 2002 vestida de Elie Saab.
Lupita Nyong’o de Prada.
Lupita Nyong’o de Calvin Klein coberto de pérolas.
Antes de Rooney Mara já havia uma gótica querida dos tapetes: Winona Ryder, de Chanel em 1997.
E falando em Rooney Mara, ela de Givenchy.
Angelina Jolie nunca precisou de muito para causar impacto e aqui usou puro cetim Marc Bouwer em 2004.
Outro minimalista inesquecível, o vestido Ralph Lauren usado por Gwyneth Paltrow em 1999.
Ainda Gwyneth, agora de Tom Ford. A primeiríssima a apostar nas capas, em 2012.
Natalie Portman de Lanvin.
Meryl Streep, também apostando bem num Lanvin.
Mila Kunnis tão etérea e sexy, usando uma cor incomum. Vestido Elie Saab.
Outra etérea, porém gravidinha, Keira Knightley de Valentino.
Marion Cotillard antevendo a tendência do sereismo desde 2008, usando Jean Paul Gaultier.
Julia Roberts de Valentino.
Hilary Swank em 2005 surpreendia com o decote de costas mais bonito que o Oscar já teve. Vestido de Guy Laroche, escolhido de última hora (e sem o aval de sua stylist) pela própria atriz.
Nicole Kidman de Dior. Detalhe: peça da primeira coleção de alta costura de Galliano para a marca.
Anne Hathaway de Valentino, inspiração de muitos memes
Cher, em 1986, de Bob Mackie para apresentar o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante!
Bjork em 2001
Nicole Kidman e o melhor vestido vermelho de todos os tempos, da marca Balenciaga. Caimento perfeito!
Cate Blanchett, rainha absoluta dos tapetes vermelhos. Esse foi seu primeiro vestido feito sob medida, com exclusividade, um Valentino.

 

 

 

 

Globo de Ouro 2016: Tapete vermelho é negócio, mas é legal!

A forte relação entre moda e cinema se sustenta pelos figurinos elaborados para as personagens dos filmes, que muitas vezes transcendem a ficção e lançam o próprio ator ou atriz ao status de referência de estilo. Outra ligação se faz pelo tradicional desfile do tapete vermelho das premiações. Todo o seu glamour funciona como uma propaganda perfeita e ótima oportunidade de negócios para as grandes grifes, para as próprias celebridades e para os profissionais do mundo fashion, como maquiadores, cabeleireiros e stylists. Além disso, é inspiração para as marcas de moda festa mais acessíveis e para os consumidores comuns, como eu e você.

Sobre tais negócios, inclusive, muito tem se falado sobre a autonomia das escolhas das celebridades. É sabido que algumas tem contrato prévio com as marcas, o que restringe suas opções aos modelos que a marca disponibilizar. Outras, não possuem contrato, mas fazem parceria exclusivamente para a noite da premiação, muitas vezes recebendo valores estratosféricos, como pode ser lido em matéria do ano passado do site Business Insider, que foi comentada pelo portal FFW recentemente. Há também aquelas que deixam o trabalho todo a cargo de seus stylists, que segundo o blog Fashionismo, podem até receber “por fora” para escolher determinadas peças, sem que sua cliente esteja completamente ciente dessa transação.

Mas, na minha opinião, nada disso tira a legitimidade do espetáculo. Todos sabemos que moda é mercado e glamour também, ambos com seu lado B. No entanto, isso não nos impede de usar as imagens de moda e glamour de forma consciente como inspiração para o nosso dia-a-dia. E é bom lembrar que nem todas as atrizes seguem tais “esquemas”. Bryce Dallas Howard, por exemplo, revelou ter comprado ela mesma sua peça Jenny Packham na loja de departamentos Neiman Marcus, usada no Globo de Ouro. “Eu gosto de poder escolher entre diferentes modelos de vestido no meu tamanho, em vez de ter que me contentar com apenas uma opção, portanto eu sempre vou para as lojas de departamento escolher o meu vestido”, foi o que ela disse em entrevista ao canal E!, no próprio evento. Nem por isso deixou de se vestir bem, sendo escolhida como uma das melhores por diversos veículos.

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Bryce Dallas Howard, linda por ela mesma 😉

Dito isso, a nova temporada de premiações foi oficialmente aberta no último domingo, dia 10, com a edição de número 73 do Globo de Ouro. As minhas escolhas de melhores produções (considerando todo o styling e não somente a roupa) foram: Rosie Huntington-Whiteley, Cate Blanchett, Jaimie Alexander, Jennifer Lawrence e  Laverne Cox.

Rosie, atriz de “Mad Max”, vestiu Atelier Versace. Como sempre, não precisa de muito para ficar linda. É sempre uma visão de beleza.

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Rosie Huntington-Whiteley, de Atelier Versace

No quesito inovação, os tapetes vermelhos do cinema não são uma referência, já que seu caráter comercial não permite grandes experimentações. Quem mais chegou perto de algo inovador foi Cate Blanchett, indicada ao prêmio de melhor atriz de drama por “Carol”. Dentre as muitas informações da peça Givenchy exótica, o que mais chamou a atenção foram as muitas franjas longas de seda dando movimento e brilho acetinado natural. Destaque também para seu penteado, um falso curto lateral (tendência absoluta) polido e elegante.

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Cate Blanchett, de Givenchy
Cate Blanchett
Cate Blanchett

Jaimie Alexander, atriz belíssima da série “Blindspot”, estava com o melhor dos poucos estampados da noite. A marca, Genny, ainda é desconhecida por aqui.

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Jaimie Alexander

Jennifer Lawrence  foi vencedora do prêmio de melhor atriz de comédia pelo filme “Joy”. Ela usava vestido Dior, de tecido estruturado e recortes que modernizaram o seu estilo clássico. É intenção da marca, que tem contrato com a Jennifer, ampliar a influência dela para mulheres de outras faixas etárias e não somente para o público jovem, como vem acontecendo. Destaque para o colar Chopard poderosíssimo  que deu o toque de sofisticação necessário ao modelo minimalista do seu vestido.

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Jennifer Lawrence, de Dior

Laverne Cox, atriz da famosa série “Orange is The New Black”, escolheu o branco, que há tempos vem sendo a cor queridinha dos tapetes vermelhos. Esse modelo é da marca Elizabeth Kennedy, muito bem acompanhado por jóias Lorraine Schwartz e beleza digna de nota e tutorial em sites especializados.

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Laverne Cox, de Elizabeth Kennedy
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Laverne Cox

Em contrapartida, não posso deixar de mostrar os piores looks, que foram de Emilia Clarke, Regina King e Zoe Kazan. Emilia é sempre muito aguardada nos eventos por ser a atriz que dá vida à Daenerys de “Game of Thrones”. Mas sua aparição decepcionou. O vestido Valentino preto, de gola fechada e capa, acabou por deixá-la com visual pesado, o que nada combina com sua personalidade.

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Emilia Clarke, de Valentino

Regina King, atriz da série “American Crime”, usou vestido da marca Krikor Jabotian. Um ótimo exemplo de mal uso da informação de moda. Brilho, capa e fenda frontal são tendências, mas não estão elegantes nessa peça.

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Regina King, de Krikor Jabotian

Zoe Kazan é musa alternativa, mas seu look a apagou completamente. A marca? Miu Miu. Merecia um melhor trabalho de styling. Ou será que a culpa é mesmo toda do vestido?

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Zoe Kazan, de Miu Miu

Já os  homens, são muitas vezes esquecidos no tapete vermelho porque estão quase sempre de smoking, com poucas variações. No entanto, percebi alguns detalhes interessantes. Bryan Cranston foi indicado ao prêmio de melhor ator de drama, pelo filme “Trumbo: Lista Negra” e vestia smoking Givenchy. Sua lapela tem design diferenciado, que deu textura ao conjunto todo preto.

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Bryan Cranston, de Givenchy

Eddie Redmayne, indicado a melhor ator de drama por “A Garota Dinamarquesa”, usava smoking azul de jacquard da marca Gucci.

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Eddie Redmayne, de Gucci

E um tanto controversos foram os ternos de veludo dos atores Dwayne Johnson e Jason Statham. Statham, no entanto, me agradou. Até porque seu terno era marrom e fez bela combinação com sua noiva Rosie, minha favorita da noite.

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Dwayne Johnson e Jason Statham
NBC's "73rd Annual Golden Globe Awards" - Red Carpet Arrivals
Rosie Huntington-Whiteley e Jason Statham

Como tendências para a moda festa, destaco em primeiro lugar as capas, tanto curtas quanto longas, dão um efeito mais dramático e poderoso. Também os decotes no colo, principalmente em formato V, foram os queridinhos, pois eles valorizam essa área do corpo e são democráticos. Lembrando que os muito profundos, devem ser usados somente por quem tem seios pequenos, para não passar uma imagem vulgar.

Outra tendência é o brilho da cabeça aos pés. E o bolso do tipo faca, nas saias dos vestidos, é algo que vem sendo usado há algum tempo e continua forte. Os novos plissados dão uma cara moderna a também forte tendência romântica. Por fim, para deixar um pouco de pele à mostra, recortes estratégicos foram os escolhidos.

As cores que prevaleceram foram o branco e o azul marinho, o amarelo quase mostarda e o rosa pastel. O rosa pastel, inclusive, foi escolhido pela Pantone como uma das cores oficiais de 2016. Abaixo alguns bons exemplos de tudo isso que destaquei:

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Jada Pinkett Smith, de Versace – capa fluida
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Jennifer Lopez, de Giambatistta Valli. Eu tiraria o colar   – capa e amarelo
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Jenna Dewan-Tatum, de Zuhair Murad- decote V e azul marinho
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Kate Bosworth, de Dolce e Gabbana – brilho e rosa
73rd Annual Golden Globe Awards - Arrivals
Amy Schumer, indicada a melhor atriz de comédia ou musical por “Descompensada”, vestindo Prabal Gurund – bolsos
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Alicia Vikander, indicada a dois prêmios: melhor atriz de drama por “A Garota Dinamarquesa” e melhor atriz coadjuvante por “EX-Machina”, vestindo Louis Vuitton – plissado e branco
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Brie Larson, ganhadora do prêmio de melhor atriz dramática pelo filme “O Quarto de Jack”, vestindo Calvin Klein – recortes e brilho

Outros modelos, dignos de nota:

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Caitriona Balfe, indicada a melhor atriz em série dramática por “Outlander”, vestindo Alexander McQueen  – modelo que remete lingerie, tendência quente dos desfiles internacionais
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Kate Hudson, de Michael Kors Collection – rosinha anos 90
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Kate Hudson – Enganava não só a mamãe, mas todo mundo com esse modelo de frente três peças e de costas peça única.
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Portia Doubleday, atriz da série “Mr. Robot”, que ganhou o prêmio de melhor série de drama, usando Naeem Khan – o metálico perfeito
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Rooney Mara, indicada a melhor atriz de drama por “Carol”, vestindo ALexander McQueen – gótica suave ou como ser uma romântica nada óbvia
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Rooney Mara – uma das melhores maquiagens
rooney-mara-hair
Rooney Mara – E um dos melhores penteados
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Taylor Schilling, atriz da série “Orange is The New Black”, vestindo Takoon – vestido não é a única opção, viu? 😉

E assim, termino minha cobertura do Globo de Ouro 2016, inspiradíssima para os meus próximos looks de casamento, formatura… Que são os nossos “tapetes vermelhos”! Espero que você também! Agora aguardo o Oscar e seus comentários. Até mais! =)